Existe uma imagem muito limitada sobre depressão.
Muita gente acredita que a pessoa deprimida necessariamente permanece deitada, chorando ou incapaz de realizar qualquer atividade.
Nem sempre é assim.
Algumas continuam trabalhando.
Cuidam da família.
Respondem mensagens.
Participam de reuniões.
Sorriem.
Porém, fazem tudo utilizando um esforço emocional enorme.
Quando chegam em casa, muitas vezes não possuem energia para mais nada.
Pouco a pouco, atividades importantes começam a desaparecer.
O encontro com amigos é cancelado.
O exercício é abandonado.
O autocuidado diminui.
A intimidade perde espaço.
Os projetos deixam de gerar entusiasmo.
A vida vai ficando menor.
Esse processo pode durar meses ou anos.
A pessoa permanece viva, mas sua capacidade de participar plenamente da própria existência fica comprometida.
Por isso, depressão também pode gerar incapacidade funcional importante.
O que externamente parece preguiça, desinteresse ou falta de esforço pode ser consequência de alterações reais na concentração, motivação, prazer e capacidade de tomada de decisão.
Cobrança excessiva dificilmente resolve.
Avaliação adequada e tratamento podem ajudar a reconstruir aquilo que a doença começou a afastar.




