As bolsas abaixo dos olhos costumam ser tratadas como um único problema, mas, na prática, existem causas diferentes que exigem abordagens completamente distintas.
Em muitos pacientes, o volume observado é consequência da gordura orbital que, ao longo dos anos, perde sustentação e se projeta para frente. Esse deslocamento não depende apenas da idade, podendo aparecer inclusive em pessoas mais jovens por predisposição genética.
Em outros casos, o fator predominante é a flacidez da pele. A região dos olhos possui uma das peles mais finas do corpo, o que a torna mais vulnerável à perda de colágeno e elasticidade. Com o tempo, isso leva à formação de dobras e ao aspecto de pele “sobrando”.
Existe ainda um terceiro cenário, que é o mais comum: a combinação de gordura projetada com excesso de pele. E é justamente essa associação que torna o tratamento mais complexo e exige uma análise cuidadosa.
Segundo o Dr. Paulo Germano, cirurgião plástico em Goiânia, o erro mais comum é tentar tratar todas as bolsas da mesma forma. “Cada paciente tem uma anatomia e um grau de envelhecimento diferente. O sucesso do resultado está diretamente ligado à precisão do diagnóstico”, explica.
Quando há indicação cirúrgica, a blefaroplastia inferior permite tratar essas estruturas de forma integrada. A gordura pode ser reposicionada ou removida, enquanto a pele é ajustada na medida exata, evitando tanto o excesso quanto a retirada exagerada.
O objetivo final não é apenas reduzir o volume, mas devolver equilíbrio à região, mantendo a naturalidade do olhar.




