Algumas pessoas podem considerar determinados detalhes de sua rotina pouco importantes antes de uma cirurgia.
Mas informações aparentemente simples podem interferir diretamente no planejamento cirúrgico.
Medicamentos de uso contínuo, substâncias para emagrecimento, suplementos, produtos naturais e outros compostos precisam ser informados durante a avaliação médica.
O mesmo vale para cigarro, bebidas alcoólicas e outras substâncias.
Alguns medicamentos podem interferir na coagulação, na pressão arterial ou em outras respostas do organismo durante o procedimento.
O tabagismo também merece atenção especial no planejamento porque pode interferir na circulação dos tecidos e no processo de cicatrização.
Por isso, nunca é recomendável interromper ou modificar medicamentos por conta própria antes de uma cirurgia.
A decisão precisa ser individualizada e orientada pela equipe médica responsável.
Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, reforça que uma avaliação pré-operatória adequada depende de informações completas fornecidas pelo próprio paciente.
O médico precisa conhecer não apenas as doenças diagnosticadas, mas também medicamentos utilizados, cirurgias anteriores, alergias e hábitos que possam modificar o risco operatório.
O objetivo não é julgar os hábitos do paciente.
É obter informações suficientes para realizar um planejamento mais seguro.
Em determinados casos, pode ser necessário controlar uma condição clínica, ajustar alguma medicação com orientação médica ou modificar hábitos antes da cirurgia.
Quanto mais precisa for a avaliação antes da operação, melhores serão as condições para antecipar riscos que poderiam passar despercebidos.
Na consulta pré-operatória, portanto, não existem informações irrelevantes quando o assunto é segurança.




